quarta-feira, 22 de março de 2017

Operação Carne Fraca - Procon Boa Vista esclarece dúvidas de consumidores sobre produtos em mercados



O caso da Operação "Carne Fraca" deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira, 17, deixou a população local em dúvida em relação a carne e produtos consumidos no estado. O caso chocou a população e empresários não só do Brasil como do mundo inteiro. Por isso, a Secretaria Executiva de Defesa do Consumidor se colocou à disposição para tirar eventuais dúvidas da população boa-vistense.
Sabrina Tricot, secretária executiva de Defesa do Consumidor de Boa Vista, esclarece que neste primeiro momento os consumidores devem aguardar a divulgação dos lotes e produtos que foram encontrados irregularidades. “Assim que tais informações forem disponibilizadas e os ”recalls” iniciados, os consumidores poderão ter a devolução dos valores pagos pelos produtos pertencentes aos lotes irregulares ou a troca por outros em condições adequadas para o consumo”, pontuou a secretária.
Caso a troca ou a devolução dos valores não ocorra espontaneamente, os consumidores devem procurar o Procon Municipal de Boa Vista e fazer a reclamação. Sabrina recomendou também que as pessoas devem ter hábitos frequentes na hora da compra, como verificar as condições da embalagem, prazo de validade, aparência do produto, local de armazenamento e verificar as informações sobre o produto de forma clara e precisa.
Por enquanto, a Associação Brasileira de Procons (Proconsbrasil) pediu que todos os órgãos de Defesa do Consumidor se colocassem a disposição para mostrar sua preocupação em relação a conduta das empresas investigadas e orientar os consumidores quanto aos seus direitos na compra dos produtos das marcas citadas na investigação.
Os consumidores que desejarem obter informações e esclarecer dúvidas devem se dirigir à sede do Procon Boa Vista, localizada no Centro de Atendimento ao Cidadão João Firmino Neto, avenida dos Imigrantes, 1612, 1º andar, sala 02, no horário das 8h às 14h. Ou ainda solicitar informações pelos telefones 3625-2219, 3625-6201 ou pelo e-mail procon@boavista.rr.gov.br.

Saiba o que a Operação Carne Fraca descobriu

Foi deflagrado um esquema que envolvia funcionários do Ministério da Agricultura em Goiás, Minas Gerais e Paraná que recebiam propina para liberar carne para comercialização sem a fiscalização adequada. Foi descoberto também o envolvimento de funcionários de frigoríficos no esquema. As irregularidades encontradas nestes frigoríficos vão desde uso de produtos químicos para mascarar carne vencida como excesso de água para aumentar o peso dos produtos.


Foram 21 frigoríficos alvos de busca e apreensão, confira:

Big Frango Indústria e Com. de Alimentos Ltda.
BRF - Brasil Foods S.A. (dona de marcas como Sadia e Perdigão)
Dagranja Agroindustrial Ltda./Dagranja S/A Agroindustrial
E.H. Constantino
Frango a Gosto
Frigobeto Frigoríficos e Comércio de Alimentos Ltda.
Frigomax Frigorífico e Comércio de Carnes Ltda.
Frigorífico 3D
Frigorífico Argus Ltda.
Frigorífico Larissa Ltda.
Frigorífico Oregon S.A.
Frigorífico Rainha da Paz
Frigorífico Souza Ramos Ltda.
JBS S/A (dona das marcas como Friboi, Seara e Swift)
Mastercarnes
Novilho Nobre Indústria e Comércio de Carnes Ltda.
Peccin Agroindustrial Ltda. (dona da marca Italli Alimentos)
Primor Beef - JJZ Alimentos S.A.
Seara Alimentos Ltda.
Unifrangos Agroindustrial S.A./Companhia Internacional de Logística
Breyer e Cia Ltda.
Fábrica de Farinha de Carne Castro Ltda. EPP

Dia Mundial da Água é marcado por ação de conscientização



Para celebrar o Dia Mundial da Água, comemorado nesta quarta-feira, 22, integrantes do Dedo Verde e Projeto Crescer participaram de atividade educativa no balneário Caranã. A ação promovida pela Secretaria Municipal de Gestão Social (Semges) reforçou a importância da preservação do meio e o cuidado com a água. As atividades terão continuidade no período da tarde.
O assessor socioambiental da Semges, Luis Felipe, abordou durante a ação temáticas voltadas para a água e também a mata ciliar, como forma de também comemorar de forma alusiva o Dia Mundial das Florestas, celebrado no dia 21 de março. Juntos, eles recolheram lixo deixado às margens do igarapé e na mata. A atividade contou com o apoio da Defesa Civil Municipal que auxiliou os alunos durante a permanência no local.
Felipe explica que o momento é de conscientização, de pensar como o recurso natural mais abundante da terra que está sendo totalmente poluído e degradado pela população dos grandes centros urbanos. “Trouxemos esses jovens para presenciarem alguns tipos de impacto e ver a natureza no seu modo de preservação e conservação. A atividade de hoje é um mutirão simbólico, com uma aula prática para que eles se apropriem do recurso mais importante que temos: a água, e assim, eles possam cuidar, fiscalizar e passar esses conhecimentos adiante, porque sem multiplicar as idéias não chegamos a lugar nenhum”, disse.
A integrante do Dedo Verde, Joicilene Silva de 17 anos, contou que poder participar de ações que contribuam com o meio ambiente faz toda diferença na vida das pessoas. “Tudo que aprendo em relação ao meio ambiente eu repasso para outras pessoas, para que também possam contribuir de alguma forma. Fico feliz de fazer alguma coisa para ajudar. Hoje ajudei a recolher o lixo que foi deixado as margens do igarapé por outras pessoas. Sei que minha ajuda faz a diferença, porque nem todo mundo tem essa consciência de que precisamos preservar a natureza para não sofrermos no futuro”, contou.
O integrante do Projeto Crescer Igor Alexandro, de 18 anos, também participou da atividade. Ele pôs em prática os conhecimentos que aprendeu dentro do projeto, nas oficinas de Educação Ambiental. “É muito bom participar de ações como essa que fala de conscientização, de não poluir os rios, de preservar a natureza. É ruim quando vemos pessoas jogando lixo, sem nenhuma preocupação e sem ter nenhum cuidado porque todos sofrem com essas atitudes”, frisou.

sexta-feira, 17 de março de 2017

Operação Carne Fraca cumpre mandados de prisão em sete estados



A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (17), a “Operação Carne Fraca” com o objetivo de desarticular organização criminosa liderada por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio. A operação detectou em quase dois anos de investigação que as Superintêndencias Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público.
Aproximadamente 1100 policiais federais estão cumprindo 309 mandados judiciais, sendo 27 de prisão preventiva, 11 de prisão temporária, 77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos investigados e em empresas supostamente ligadas ao grupo criminoso, números que fazem desta a maior operação já realizada pela PF em toda sua história.
Em Foz do Iguaçu, 50 policiais divididas em 12 equipes, cumpriram 12 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão temporária e dois mandados de condução coercitiva.
Os agentes públicos, utilizando-se do poder fiscalizatório do cargo, mediante pagamento de propina, atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva.
Dentre as ilegalidades praticadas no âmbito do setor público, constatou-se a remoção de agentes públicos com desvio de finalidade para atender interesses dos grupos empresariais. Tal conduta permitia a continuidade delitiva de frigoríficos e empresas do ramo alimentício que operavam em total desrespeito à legislação vigente.
As ordens judiciais foram expedidas pela 14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba e estão sendo cumpridas em 7 estados federativos: São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Goias. O nome da operação faz alusão à conhecida expressão popular em sintonia com a própria qualidade dos alimentos fornecidos ao consumidor por grandes grupos corporativos do ramo alimentício. A expressão popular demonstra uma fragilidade moral de agentes públicos federais que deveriam zelar e fiscalizar a qualidade dos alimentos fornecidos a sociedade.

Informações da Polícia Federal

IBGE vai contratar 26,4 mil pessoas para Censo Agropecuário



O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão autorizou a contratação temporária de 26.440 profissionais para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) fazer o Censo Agropecuário 2017.
As contratações serão feitas por meio de processo seletivo simplificado, e a duração dos contratos será de até um ano, com possibilidade de prorrogação limitada a três anos. A portaria com a autorização foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (17).
Serão 19.013 vagas para o posto de recenseador, 4.946 para agente censitário supervisor, 1.285 para agente censitário municipal, 381 para agente censitário administrativo, 375 para agente censitário regional, 266 para analista censitário e 174 para agente censitário de informática. O valor das remunerações ainda não foi definido.
Veja a publicação com a quantidade de vagas por cargos: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=50&data=17/03/2017

FONTE: Agência Brasil.

.